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Meus Livros

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Livros publicados/organizados ou edições

12. CALIMAN, G.; VASCONCELOS, I.C. de O. (Org.). Juventude Universitária: Percepção sobre Justiça e Direitos Humanos. Brasília: Liber Livro, 2016. [Baixar o livro em PDF]

JuvUnivDirHum002Publicado o novo livro pela Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade: CALIMAN, G.; VASCONCELOS, J.I. (Orgs). Juventude Universitária: Percepção sobre Justiça e Direitos Humanos. Brasília: Liber, 2016 (ISBN: 978-85-7963-148-1). Uma pesquisa sobre Direitos Humanos no meio Universitário com a participação de sete pesquisadores de Universidades Internacionais (Italia, Espanha, Portugal, México) e sete pesquisadores de Universidades Brasileiras.Assim se exprime José Machado Pais, expert internacional sobre Juventude, licenciado em Economia e doutorado em Sociologia, Investigador Coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Professor Catedrático Convidado do ISCTE/Instituto Universitário de Lisboa a respeito desta publicação:  “O questionamento das percepções dos jovens universitários sobre justiça e direitos humanos é um convite para que reflitamos no futuro das nossas sociedades. E porque assim é, em mãos temos um livro que nos desafia a imaginar o futuro como reconstrução de um presente cujo teto cultural (de valores, direitos humanos, ética e justiça) se entrecruza com um solo vital (de desigualdades sociais e constrangimentos económicos). Num estudo onde a esperança de um futuro melhor é debatida, não só no  Brasil como noutras latitudes geográficas da América Latina e da Europa, o que descobrimos é que as percepções e aspirações  juvenis se jogam num campo de tensões sociais entre discriminação e emancipação, individualismo e solidariedade, sobrevivência e direito a uma vida digna. Poderão estes dilemas ser pensados fora dos processos educacionais?”

 

11. MANICA, Loni; CALIMAN, Geraldo. Inclusão das Pessoas com Deficiência na Educação Profissional e no Trabalho. São Paulo: Paco Editorial, 2015

carimboA cerimonia de apresentação e lançamento do livro em coautoria com Loni Manica (Inclusão de Pessoas com Deficiência na Educação Profissional e no Trabalho) aconteceu dia 02 de dezembro, na Comissão de Educação do Senado Federal, que é presidida pelo Senador Romário. Prof. Caliman deu também entrevista para um programa da TV Senado. O Senador Romário é o presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Ele também tem uma filha com síndrome de down. No Brasil, as possibilidades e os limites da inclusão de alunos com deficiência (PcD) em classes regulares é um tema que divide opiniões. De um lado, há os que defendem que é possível incluir, todos os estudantes em salas regulares, não importando o tipo de deficiência. De outro, existem aqueles que defendem que, em alguns casos, é melhor para a PcD estudar em uma classe ou escola especial. A reflexão proposta pautará sobre resultados de uma pesquisa inédita de doutorado em educação que trata sobre o tema.
Tal pesquisa foi realizada em nível nacional (Brasil) e focou em dois grandes temas: o primeiro relacionado ao perfil docente e, o segundo relacionado aos limites e possibilidades da inclusão. Os resultados do primeiro tema já estão divulgados no livro A Educação Profissional para Pessoas com deficiência: um novo jeito de ser docente, já os resultados do segundo tema abordado na pesquisa, serão apresentados, de forma inédita, neste livro.
Os próprios alunos com deficiência revelam que nem sempre se sentem incluídos em turmas regulares. Então será que a única saída para a inclusão será que as escolas regulares abram espaço para todo e qualquer tipo de pessoa com deficiência, ela desejando ou não estar nesta escola? Qual será a saída?Turmas especiais dentro dos ambientes escolares pode ser uma solução necessária para incluir?

10. CALIMAN, G.; PIERONI, V. Sociologia e Drogadição. Guarapuava: UAB/Unicentro, 2015. (Baixar em PDF)

SociologiaDroga014Novo livro Sociologia e Drogadição de autoria de G. Caliman e V. Pieroni. Como afirma o sociólogo BAUMAN, na sociedade de hoje as pessoas passam a valer pelo que consomem. E muitos jovens consomem estados de ânimo para enfrentar a sufocante condição na qual são impelidos ao viver nessa sociedade do consumo: como consumidores e como tal como geradores de capital e renda. Nessa sociedade é fácil adquirir a bom preço “estados de ânimo”, nas prateleiras das esquinas…

O livro aborda assuntos como: Quadro teórico que interpreta as dependências; Conceitos de transgressão, de dependência e toxicodependências; O mundo das drogas e as drogas no mundo mostrando uma tipologia e suas modalidades de assunção; Adolescência: um período a risco? O controle social sobre a toxicodependência; Melhor prevenir que remediar… Enfim, 125 páginas bem densas abordando essa questão. Foi publicado para a  Universidade Aberta do Brasil (UAB), dentro de um projeto da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), em que participo com bolsa da CAPES de professor pesquisador.

De modo particular duas áreas conceituais estão sob análise nestas páginas: a questão do mal-estar social dos jovens que se manifesta em expressões às vezes de violência e às vezes de consumo de drogas; e o lugar da educação, entendido aqui como espaço de prevenção seja em ambientes escolares que não-escolares. No centro do objeto de pesquisa não se situa tanto o “problema das drogas”, ou “os jovens como problema”. Entendemos as manifestações de dependência de substâncias como sintomas de um mal-estar que subsiste na sociedade de hoje. Sociedades cujos filhos se drogam colhem os frutos de uma cultura subjacente às relações sociais que nela intercorrem. Se existem problemas, estes seriam encontrados nas estruturas e nas culturas violentas que se reproduzem dentro das relações que se têm desenvolvido na sociedade. Neste sentido as drogas, como também outros sintomas como as violências, são considerados aqui expressões de um mal-estar. E os jovens encontram nas drogas sua maneira de exprimir, de dizer que direitos fundamentais estão sendo negados no itinerário de quem deles precisa para responder aos desafios que a sociedade mesma impõe à infância e à adolescência.

9. “Educação Profissional de Pessoas com Deficiência: um novo Jeito de ser Docente”

23Será lançado no Senado Federal (Sala Nilo Coelho), no dia 8 de dezembro às 9 h. o livro “Formação Profissional de Pessoas com Deficiência”, de autoria de Loni Manica e Geraldo Caliman. Foram cinco anos de pesquisa que compreendeu 18 estados da Federação.  Loni Elisete Manica, Doutora em Educação pela UCB e Mestre em Educação pela UFSM-RS. Especializações nas áreas de: supervisão e administração escolar; orientação educacional; políticas e estratégia; educação especial e equidade de gênero. Docente e coordenadora de Instituições de ensino fundamental, médio e superior. Especialista na CNI e, atualmente, atua na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal. Geraldo Caliman é capixaba, Doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma, com especialidade em Pedagogia Social. Atuou por dez anos como professor naquela Universidade. Atualmente é professor do Doutorado em Educação e coordena a Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília. Especialidades: exclusão social; delinquência juvenil, educação social e pedagogia social. E o livro faz parte da Coleção Juventude, Educação e Sociedade, da Cátedra UNESCO-UCB. Abaixo as publicações da Coleção:

  1. CALIMAN, Geraldo (Org.). Violências e Direitos Humanos : Espaços da Educação, 2013.
  2. SIVERES, Luiz (Org.). A Extensão Universitária como Princípio de Aprendizagem, 2013.
  3. MACHADO, Magali. A Escola e seus Processos de Humanização, 2013.
  4. BRITO, Renato. Gestão e Comunidade Escolar, 2013.
  5. CALIMAN, G.; PIERONI, V. ; FERMINO, A. Pedagogia da Alteridade, 2014.
  6. RIBEIRO, Olzeni; MORAES, Maria Cândida. Criatividade em uma Perspectiva Transdisciplinar, 2014.
  7. CUNHA, Celio; JESUS, Wellington; GUIMARÃES-IOSIF, Ranilce. A Educação em Novas Arenas, 2014.
  8. CALIMAN, Geraldo (Org.). Direitos Humanos na Pedagogia do Amanhã, 2014.
  9. MANICA, Loni; CALIMAN, Geraldo (Org.). Educação Profissional para Pessoas com Deficiência, 2015.

 8. “Direitos Humanos na Pedagogia do Amanhã”

2014-09-28-ARENASQuando um adolescente quebra a vidraça da escola é porque essa vidraça já quebrou há muito tempo dentro dele. A primeira tendência das pessoas que observam certos comportamentos dos jovens é pela punição. Infelizmente as pessoas têm resistência apensar no que leva, influencia, provoca essas reações. Antes de quebrarem os vidros de uma janela provavelmente já se quebraram as oportunidades daquele adolescente crescer em uma família, em um ambiente, em uma cultura apropriadas para o ajudarem no processo de crescimento e de formação para a vida para a qual se prepara. Por isso a insistência em falar em “Direitos” Humanos. Não é que os acadêmicos e intelectuais se esqueçam do valor dos “Deveres”; mas é preciso lembrar para a sociedade que alguém está pisando no calo de muitos jovens e se eles reagem, às vezes até agressivamente, é porque uma razão existe. Então, o que custa refletir sobre o que está dando errado na educação dos adolescentes e jovens, antes mesmo de manda-los para uma prisão?

De que será feita a pedagogia de amanhã? Qual o espaço dado à Cidadania e aos Direitos Humanos nessa pedagogia? O novo livro organizado por Geraldo Caliman, Coordenador da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília tenta responder a essas perguntas. E para tanto convidou nove estrangeiros e quatro brasileiros, todos especialistas em educação e em direitos humanos.

Num primeiro momento quem responde é Maurice Tardif, um dos maiores especialistas mundiais da educação, da Universidade de Quebec, em sua magnífica contribuição. Ele prevê algumas tendências da Educação nesse século: pode-se pensar que o processo de racionalização da pedagogia continuará, que a ciência se fará cada vez mais presente, que a criança será cada vez mais analisada minuciosamente, que a relação professor-aluno na sala de aula será ainda mais investigada, que as tecnologias buscarão ocupar um lugar maior e que os promotores de inovações pedagógicas de todo tipo tentarão encontrar clientes. O que parece ainda mais crucial é que, no contexto da mundialização, a educação é mais do que nunca percebida como um vetor importante de desenvolvimento econômico e social.

Em um segundo momento do livro, são focalizados os direitos humanos num mundo da sociedade do consumo, dos mercados: como e porque os países promovem e estão preocupados com a educação e a difusão dos direitos humanos.

Uma terceira sessão da presente investigação focaliza os resultados das diversas pesquisas que se desenvolvem em torno de um projeto chamado Percepções de Justiça e Direitos Humanos de Grupos Sociais Específicos, desenvolvido por várias Universidades: na Universidade Católica de Brasília (UCB), na Universidade Autônoma de Querétaro (México) e na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), na Universidade do Minho (Portugal) e na Universidade Fernando Pessoa (Portugal).

Geraldo Caliman, que coordena uma Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da UCB, escreve sobre as manifestações dos jovens ocorridas no ano passado. No centro está a explosão das manifestações de junho de 2013, em que os jovens exprimiram sua indignação. Daí o título do artigo Da indignação à participação”. Procura sublinhar a importância da construção de vias de participação da juventude na vida social, econômica e política. O artigo incorpora resultados de uma pesquisa chamada Juventude universitária e direitos humanos e sintetiza as opiniões da juventude universitária quanto à participação na vida social, econômica e política.

Segundo Caliman, a indignação é uma virtude que tende a emergir quando a dignidade humana está ameaçada. É uma tentativa de expressão de um mal-estar vivido por quem se sente excluído de processos que a sociedade promete a todos os cidadãos, mas que acaba garantindo a poucos. Às vezes a exclusão é de indivíduos e então eles reagem com expressões individuais a este mal-estar: entre as expressões, encontramos aquelas de tipo violento, nos limites entre a incivilidade e a delinquência, mas, quando a exclusão é coletiva, gera avalanches de protestos e manifestações, muitas vezes irracionais e desorganizadas: o sujeito e o grupo social agem no desespero, para encontrar vias alternativas de comunicação, visto que as vias normais estão viciadas, interrompidas ou simplesmente bloqueadas.

Novas vias de participação devem ser construídas mediante a consciência e a administração dos riscos e o vislumbrar de motivações, de perspectivas e de sentidos, orientados para a transformação social e a construção de uma sociedade mais justa com a participação dos jovens. Melhor ainda quando tal participação é programada por atacado, por meio de políticas públicas que viabilizem e canalizem o potencial construtivo da juventude.

O livro foi publicado pela Editora Liber Livro. Tem uma capa e diagramação muito bonitas. Agradável de se ler. Ele é escrito sobretudo para estudantes universitários que se preocupam com a temática dos Direitos Humanos, Educação à Cidadania e Responsabilidade Social. Caliman, que é o organizador da obra, se dedica aos estudos da Pedagogia Social e da Educação Social, sobretudo da Educação de jovens que têm problemas com a lei, a delinquência, a formação profissional.  CALIMAN, G. (Org.). Direitos Humanos na Pedagogia do Amanhã. Brasília: Líber/Cátedra UNESCO-UCB, 2014, 250 p.


 7.  PIERONI, V.; FERMINO, A.; CALIMAN, G. Pedagogia da Alteridade: para Viajar a Cosmópolis. Brasília: Liber, 2014, 239 p. (ISBN 978-85-7963-103-0) (DOI: 10.13140/2.1.4311.5201).

Pedagogia da Alteridade

O livro “Pedagogia da Alteridade: para Viajar a Cosmopolis”, de autoria de Vittorio PIERONI, Antonia FERMINO e Geraldo CALIMAN foi apresentado na Sala de Imprensa do Vaticano. A apresentação, sob convite de um grupo ligado à Rádio Vaticana, aconteceu na Sala Marconi do Prédio da Radio Vaticana na tarde de sábado do dia 29 de março. O primeiro, um italiano; a segunda, uma pesquisadora cabo-verdiana radicada na Itália; o terceiro, um italo brasileiro: todos trabalharam juntos no Instituto de Sociologia da Universidade Salesiana de Roma (1988-2003). E agora se debruçam sobre a questão da educação intercultural na perspectiva da Pedagogia Social. A Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural afirma que “…a diversidade cultural é, para o gênero humano, tão necessária como a diversidade biológica para a natureza. Nesse sentido, constitui patrimônio comum da humanidade e deve ser reconhecida e consolidada em beneficio das gerações presentes e futuras.” O respeito à diversidade cultural é um pilar essencial para que a humanidade possa construir uma cultura de paz e garantir um mundo melhor para todos. Este livro se propõe a discutir as relações entre diferentes culturas, sobretudo quando existe a interferência de outros fatores que tornam difícil a convivência entre elas. O livro aborda ainda a questão dos movimentos migratórios, assunto sobre o qual a UNESCO também se debruça, sobretudo no sentido de garantir os direitos das populações que migram, especialmente os direitos humanos fundamentais. Os sistemas educativo-formativos estariam, hoje, em condições de desconstruir mecanismos etnocêntricos para construir um “homem com dimensão transcultural?”  Estariam tais sistemas aptos a formar um homem com capacidade de dialogar com a diversidade, respeitoso dos valores da alteridade? Estamos seguros que a leitura deste  livro contribuirá para trazer luz a questões fundamentais do nosso tempo.

 


 6. CALIMAN, G. (Org.). Violências e Direitos Humanos: Espaços da Educação. Brasília: Liber Livro, 2013, 200 p. [ISBN 978-85-7963-092-7]

Violências e Direitos Humanos: Espaços da Educação

Uma contribuição conjunta de uma dezena de pesquisadores com a coordenação do Prof. Geraldo Caliman, Coordenador da Cátedra UNESCO de Juventude Educação e Sociedade: do Brasil (Candido Gomes, Carlos Angelo de Meneses Sousa, Célio da Cunha, Geraldo Caliman, Leila Bijos, da Universidade Católica de Brasília), da Alemanha (Bernd Fichtner, Maria Benites da Universidade de Siegen) e do México (Maria Teresa Prieto Quezada e José Claudio Carrillo Navarro da Universidade de Guadalajara). Vários dos coautores são doutorandos da UCB (Denise Lima, Diogo Acioli, Ivar Vasconcelos, Loni Manica, Olmira Dassoler): eles apresentam, junto aos seus orientadores, as suas pesquisas relacionadas ao tema, e reforçam a participação dos doutorandos nos projetos da Cátedra e a Cátedra como escola de pesquisa na área de ciências humanas. O livro foi publicado pela UNESCO-Liber Livro. Sob análise em “Violências e Direitos Humanos: Espaços da Educação”se encontram duas áreas conceituais: a questão do mal-estar social dos jovens que se manifesta em expressões de violência; e o lugar da educação entendido aqui como espaços de prevenção seja em ambientes escolares que em não-escolares. No centro do objeto de pesquisa não se situa tanto o “problema” da violência. Entendemos as manifestações de violência como sintomas de um mal estar que subsiste na sociedade. Sociedades violentas colhem os frutos de uma cultura de violência subjacente às relações sociais que nela intercorrem. Se existem problemas, estes seriam encontrados nas estruturas e nas culturas violentas que se reproduzem dentro das relações que se têm desenvolvido na sociedade. Neste sentido as drogas e as violências são considerados aqui expressões de um mal-estar, uma maneira de exprimir, de dizer que direitos fundamentais estão sendo negados no itinerário de quem deles precisa para responder aos desafios que a sociedade mesma impõe à infância e à juventude.


 5. CALIMAN, G. . Paradigmas da exclusão social. Brasilia: Universa, UNESCO, 2008. 368 p. (ISBN 978-85-60485-18-5).

Paradigmas da Exclusão Social

Baixar em PDF do UNESDOC, a Biblioteca On Line da UNESCO clicando no link “POR

O livro Paradigmas da Exclusão Social é um manual de Sociologia do Comportamento. Repassa as diferentes correntes que, ao longo dos últimos 3 séculos interpretaram o comportamento, a delinqüência, a transgressão. Essas correntes são aqui denominadas paradigmas, pois representam verdadeiras escolas sociológicas em seu tempo: o paradigma utilitarista do século 18, por exemplo, acentua a pena e a certeza da pena como estratégias preventivas e critica a impunidade como matriz geradora de violência e delinqüência. O paradigma positivista, por sua vez, considera o delinquente como “criminoso, homem selvagem e ao mesmo tempo doente” (LOMBROSO, 2001), cujos traços de caráter e comportamento demonstram, entre outras características, o uso de tatuagem, sensibilidade menor à dor, grande acuidade visual, o mancinismo, o caráter atávico, a grande insensibilidade moral e afetiva, as paixões (álcool, jogo, libido, vaidade) etc. O paradigma social, através da “Escola de Chicago” afirma que a ocorrência de processos de marginalização são mais frequentes nas áreas geográficas caracterizadas pela desorganização urbana e social (favelas, áreas urbanas degradadas etc). O paradigma interacionista entende a delinqüência como produtos da construção social, que nascem dentro de um processo interativo no qual tomam parte quatro elementos: o sujeito que comete a transgressão, a norma que a sanciona, a reação social e o controle social. E assim por diante são estudados também os paradigmas funcionalista, fatorialista (risco social), e o paradigma da exclusão social.
O livro é voltado para profissionais que atuam na área social, particularmente educadores sociais, psicólogos, assistentes sociais etc.

 


 4. CALIMAN, G. Desvio social e delinquência juvenil: teorias e fundamentos da exclusão social. 1. ed. Brasília: Universa, 2006. v. 1. 344 p. [ISBN 85-86591-84-x]

Desvio Social e Delinquencia Juvenil

Teorias sociológicas interpretativas do Desvio Social ao longo da Historia dos últimos séculos.

 

 

 

 

 

 


3. CALIMAN, G. ; PIERONI, V. Lavoro non solo. Lavoratori tossicodipendenti: modelli sperimentali d’intervento. Milano: Franco Angeli, 2001. 243 p. [Em lingua italiana]

Lavoro non Solo: Lavoratori Tossicodipendenti Modeli Sperimentali d'InterventoPesquisa financiada pelo Ministerio do Trabalho e Previdência Social italiano que serviu para obtenção do pós-doutoramento. O cenário da toxicodependencia está mudando radicalmente: com a expansão do mercado das substâncias psicoativas (ecstasy, cocaína e semelhantes…) mudaram contratualmente as tipologias dos consumidores, as modalidades de consumo (caracterizado pelo poli-consumo) e os danos que o policonsumo provoca a nível psicofisico. O principal “culpado” é individuado na fragmentada personalidade dos consumidores, sedentos de qualquer substancia em condições de produzir estados de ânimo, misturas explosivas que representam um “impulso” para o vazio existencial sem projetualidade e para culturas alérgicas à vida quotidiana e à vida real. O fenômeno permanece submerso e dificilmente captado pelos dados estatísticos oficiais; o consumo de drogas convive pacificamente com os “normais” estilos de vida de faixas de idade e categorias sociais as mais variadas. O que não parece mudar, no entanto, é o sistema preventivo para a toxicodependência. O processo de recuperação é ainda enfrentado com tradicionais programas terapêuticos longos, os quais, se por um lado conservam sua eficácia nos conteúdos e nos valores, por outro lado requerem renovação urgente nos métodos e nas estratégias de intervenção. O volume pretende dar respostas à necessidade de intervenções alternativas aos programas tradicionais. Emergem de uma pesquisa-ação desenvolvida em 18 Comunidades Terapêuticas da Federação Italiana de Comunidades Terapêuticas, em colaboração com o Instituto de Sociologia da Universidade Pontificia Salesiana de Roma.

2. CALIMAN, G. Desafios riscos desvios. Brasília: Universa, 1998. v. 1. 300 p. [ISBN  85-86591-05-x]

Desafios Riscos Desvios

O prof. Roberto da Silva, expoente da Pedagogia Social no Brasil, professor livre docente da USP, organizador do livro “Pedagogia Social” (São Paulo: Expressão e Arte, 2009) afirma que:

“a produção acadêmica brasileira mais específica sobre o tema (da Pedagogia Social) tem inicio com o livro Desafios, Riscos e Desvios (1998), de Geraldo Caliman, pedagogo brasileiro que concluiu mestrado em 1990 e Doutorado em 1995 em Pedagogia Social na Università Pontificia Salesiana, em Roma, e depois coordenou este mesmo curso. 

Conteúdo: A descrição e a interpretação das necessidades Humanas e do desvio comportamental partem aqui da categoria interpretativa do risco social: necessidades permanentemente frustradas tendem a provocar reações irracionais, marginalizastes e delinquenciais. Mas, tal tendência poderia ser modificada se os jovens que sofrem condições de privação de suas necessidades encontrassem a mão amiga das instituições educativas?

 

1. CALIMAN, G. Normalità devianza lavoro. Giovani a Belo Horizonte. 1. ed. Roma: LAS, 1997. v. 1. 470 p.

21-03-14-16012016

Pesquisa tese de Doutoramento e publicada em italiano na Editora da Università Pontificia Salesiana de Roma.

O autor analisa a situação de adolescentes pobres que integram as instituições socioeducativas voltadas à educação profissionalizante no/pelo trabalho. Eles buscam, alem de uma ajuda para a sobrevivência imediata, uma via alternativa de qualificação profissional para se integrarem ao mercado de trabalho. Para melhorar sua formação cultural frequentam a escola pública noturna. Uma outra amostragem é formada por jovens da classe média e alta: eles frequentam as melhores escolas no período diurno e dispõem de todo o tempo possível par a própria formação escolar. Foram entrevistados 1400 adolescentes, entre trabalhadores pobres; e estudantes da classe média.

 

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