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15. CALIMAN, G.; VASCONCELOS, I.(Orgs.). Jovens universitários: entre a inclusão e a exclusão. Brasília: Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, 2019, 180 p. Baixar em PDF.

 

Resultado de uma pesquisa da Rede IUS internacional, realizada por cinco universidades: a Universidad Politécnica Salesiana (UPS), do Equador; a Universidad Católica Silva Henríquez (UCSH), do Chile; a Universidad Don Bosco (UDB), de El Salvador; a Universidad Salesiana de Bolivia (USB) e a Universidade Católica de Brasília (UCB). Essa pesquisa se encaminha para estudos da UCB sobre inclusão e exclusão juvenil realizados no âmbito brasileiro.
No Brasil, a Constituição Federal determina que crianças, adolescentes e jovens usufruam desse direito em vinculação com outros – direito à vida, à saúde, à alimentação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.Esse discurso oficial de alta abrangência obriga a sociedade como um todo a educar seus membros, traduzindo essa exigência em políticas públicas, com o apoio da legislação e normas pertinentes. Como essas promessas do discurso oficial se realizam nas instituições de ensino superior? Em particular, nas universidades? No fundo, tais perguntas perpassam os oito capítulos da presente obra, os quais se distribuem em duas partes. Na primeira delas, apresentam-se explicações sobre as juventudes e os modos como ocorrem os mecanismos de sua exclusão e inclusão social, partindo-se de perguntas como: O que é a juventude brasileira? Quais os desafios da educação social? Qual a forma de atuação dos Estados nacionais na área da promoção dos direitos humanos e da proteção destes em relação à juventude? O que é uma universidade inclusiva? Como a exclusão social ocorre na educação superior e de que maneira a universidade poderia concretizar uma efetiva inclusão educacional? Na segunda parte, apresentam-se percepções de jovens estudantes sobre exclusão e inclusão na universidade. Uma pesquisa qualitativo-exploratória traz dados e informações relevantes sobre essas percepções, tendo contado com a participação de 42 jovens estudantes de uma universidade que, sendo confessional, assume publicamente em seus documentos estratégicos o compromisso educacional global com os seus alunos. A diversidade de perfis dos participantes contribuiu muito para enriquecer os cinco grupos focais, cujas discussões foram impulsionadas por três amplas reflexões, colocadas aos participantes: 1) Qual o entendimento de exclusão social; 2) Como a universidade lida com diversas exclusões, inclusive a digital, em circulação por corredores, salas de aula e outros lugares; 3) Quais sentimentos de invisibilidade, enquanto exclusão humana, perpassam o dia a dia acadêmico.
Espera-se que a presente obra contribua para que as universidades concretizem a efetiva inclusão social de seus alunos. Que favoreça também a formação de professores, principalmente, aqueles que atuam na educação superior, posto que as reflexões e as conclusões ora colocadas à disposição dos leitores apontam para o contexto universitário. E que, no âmbito da educação em geral, possa contribuir com uma educação humanística, nos passos dos quatro pilares da Educação para o Século XXI. Estes, em princípio, destinam-se à educação básica, porém, se aplicam também à educação superior, guardando-se as devidas adequações, pois envolvem a contínua renovação do conhecimento

14. CALIMAN, G. (Org.). As Cátedras UNESCO e os Desafios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Brasília: Cátedra Unesco de Juventude Educação e Sociedade. 2019. [Baixar em PDF]. ISBN: 978-85-62258-33-6

Cátedras UNESCO e os Desafios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CALIMAN, G. Org.). Na área da Educação, a UNESCO construiu ativamente a Agenda de Educação 2030, englobada pelo ODS 4 (Educação de Qualidade). A Declaração de Incheon, adotada em maio de 2015, conferiu à UNESCO a responsabilidade de liderar e coordenar o tema por meio de orientação e apoio técnico no âmbito da agenda 2030. Na área das Ciências Naturais, a nova Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável representa um importante avanço no reconhecimento da contribuição da ciência, da tecnologia e da inovação (CTI) para o desenvolvimento sustentável. Ao mesmo tempo, na área das Ciências Humanas e Sociais, a UNESCO visa consolidar princípios e valores universais, como a solidariedade global, a inclusão, a não-discriminação, a equidade de gênero e a responsabilização na implementação dos ODS. Quanto à Cultura, a UNESCO acredita que a inserção desse tema no centro das políticas de desenvolvimento é Investimento essencial no futuro do mundo e uma pré-condição para processos de globalização bem-sucedidos que levem em consideração o princípio da diversidade cultural. Por fim, no âmbito da Comunicação e Informação, a UNESCO segue defendendo o reconhecimento do papel vital que a liberdade de expressão e acesso à informação desempenham em sociedades sustentáveis.

No dia 14 de agosto de 2008 acontecia a inauguração oficial da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade. As instituições fundadoras desta Universidade compõem-se de diversos grupos dedicados há séculos à educação: salesianos, salesianas, lassalistas, maristas e estigmatinos. Todas essas congregações religiosas, trazem no seu DNA uma identidade muito especial, voltada à educação e particularmente à educação da juventude. E essa Cátedra não poderia estar em lugar mais adequado, a partir do momento em que é voltada à educação e à juventude dentro da sociedade. Ela foi criada sob uma sólida experiência de rede de observatórios de violências nas escolas, e de consequentes congressos Ibero-americanos de violências nas escolas. De 2008 para cá, seguiram-se 10 anos que demonstram um crescente desenvolvimento de pesquisas, as quais, ficaram registradas nos 35 volumes publicados com o selo desta Cátedra. Eles compõem uma coleção especial da nossa Cátedra. Outros são publicados, às vezes, com o selo da Cátedra, mas em outras instituições, e por outros editores. Não podemos deixar de contabilizar também as centenas de artigos científicos orientados segundo os objetivos e a temática desta Cátedra. O presente momento caracteriza-se por um especial agradecimento pelo apoio da Universidade, como também, pelo constante estímulo dado à Cátedra durante esses anos pela UNESCO-Brasil que tanto estimulou para que esse encontro de Cátedras se realizasse.

Relata-se, aqui, a experiência de sintonia de cinco das 21 cátedras UNESCO presentes no Brasil com os desafios de postos pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. De modo especial celebra-se os dez anos da institucionalização da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade, no âmbito da Universidade Católica de Brasília, como um espaço de promoção e fortalecimento das discussões teórico-metodológicas em torno do tema das juventudes. Verifica-se que, a partir de uma opção institucional do trabalho sobre/para/com as juventudes, a Universidade propõe à UNESCO a formação do Observatório de Violências nas Escolas-Brasil, o qual, embora tenha uma centralidade nas questões escolares, acaba por se aproximar da vocação institucional da UNESCO de trabalho com as juventudes e se caracteriza como o embrião para a organização da Cátedra. Evidencia-se, a partir da experiência relatada, a necessidade de que a universidade seja capaz de romper os paradigmas tradicionais que a individualizam, abrindo-se para o trabalho em rede, de forma a protagonizar uma contínua capilaridade interinstitucional que respeita as identidades e faz a catálise das possibilidades.

13. LUSTOZA, R.; CALIMAN, G. Juventude Universitária e Direitos Humanos. São Paulo: Novas Edições Acadêmicas, 2018. ISBN 978-613-9-68112-9.

De autoria de Robson LUSTOZA e Geraldo CALIMAN, o livro trabalha a concepção que estudantes universitários têm sobre os Direitos Humanos. A Educação em Direitos Humanos torna-se um instrumento que possibilita o conhecimento de tais direitos de modo que sejam reconhecidos não somente como direitos, mas também como dever de promoção de todos em vista da construção de uma cultura de paz e da harmonia social. Nesse contexto, emergem como essenciais as políticas públicas nacionais, que, respondendo aos acordos internacionais tendem a promover a Educação para os Direitos Humanos entre os diversos segmentos da sociedade. Entre tais segmentos, destaca-se nesta pesquisa, aquele da Universidade como um local privilegiado de formação e informação para os estudantes e futuros profissionais. Tanto melhor quanto mais claras forem as orientações ditadas pelas políticas públicas para a Educação em Direitos Humanos no Ensino superior. E o meio universitário tende a sintonizar-se com o período juvenil, em que os jovens vislumbram a possibilidade de participação ativa e cidadã na vida social em busca de mudanças inspiradas pelos desafios emergentes do contexto social. O presente livro apresenta em uma primeira parte, um recorte teórico-analítico das normativas sobre os Direitos Humanos e sua promoção no meio universitário; na segunda parte indaga, através de entrevistas coletivas (focus groups), qual a percepção dos jovens universitários sobre a presença ou não dos conteúdos relativos aos Direitos Humanos nos currículos e Projetos Pedagógicos de seus cursos. A pesquisa teve uma abordagem qualitativa de caráter exploratório utilizando como estratégia de pesquisa o estudo de caso múltiplo, como técnica de levantamento e análise dedados: grupo focal, análise documental e para tratamento e análise dos dados, a análise de conteúdo.

Ao analisar a percepção dos estudantes do curso de Letras-Português e de Pedagogia acerca da Educação para os Direitos Humanos no meio universitário a partir das opiniões advindas das entrevistas dos grupos focais e analisadas, foi possível inferir que os estudantes percebem que a Universidade tem proporcionado noções relacionadas tanto aos Direitos Humanos quanto à Educação em Direitos Humanos. São considerados nessa percepção a oferta de disciplinas que tratam da temática de forma transversal, assim como em ações que compõem o currículo dos cursos; mesmo que as ações realizadas na instituição não sejam intencionalmente e explicitamente voltadas para Educação para os Direitos Humanos. Entende-se que as noções de Direitos Humanos constatadas entre os estudantes não emanam somente dos ensinamentos da Universidade, mas também dos conhecimentos transmitidos pelas instituições sociais como a família, o Estado, a sociedade assim como pelos veículos de comunicação. Entretanto, analisando a opinião dos estudantes, observa-se que não há clareza acerca do tema em questão. Intuitivamente conceituam os Direitos Humanos e evocam legislações diversas para justificarem suas falas. Pondera-se que os cursos em análise, pelo fato de serem licenciaturas, aumentem a responsabilidade da instituição em ofertar uma Educação em Direitos Humanos coerente e efetiva em sintonia com os dispositivos legais e normativas nacionais, pois nestes cursos formam-se educadores com potencial multiplicador da Educação em Direitos Humanos.

12. CALIMAN, G.; VASCONCELOS, I.C. de O. (Org.). Juventude Universitária: Percepção sobre Justiça e Direitos Humanos. Brasília: Liber Livro, 2016. [Baixar o livro em PDF]

JuvUnivDirHum002Publicado o novo livro pela Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade: CALIMAN, G.; VASCONCELOS, J.I. (Orgs). Juventude Universitária: Percepção sobre Justiça e Direitos Humanos. Brasília: Liber, 2016 (ISBN: 978-85-7963-148-1). Uma pesquisa sobre Direitos Humanos no meio Universitário com a participação de sete pesquisadores de Universidades Internacionais (Italia, Espanha, Portugal, México) e sete pesquisadores de Universidades Brasileiras.Assim se exprime José Machado Pais, expert internacional sobre Juventude, licenciado em Economia e doutorado em Sociologia, Investigador Coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Professor Catedrático Convidado do ISCTE/Instituto Universitário de Lisboa a respeito desta publicação:  “O questionamento das percepções dos jovens universitários sobre justiça e direitos humanos é um convite para que reflitamos no futuro das nossas sociedades. E porque assim é, em mãos temos um livro que nos desafia a imaginar o futuro como reconstrução de um presente cujo teto cultural (de valores, direitos humanos, ética e justiça) se entrecruza com um solo vital (de desigualdades sociais e constrangimentos económicos). Num estudo onde a esperança de um futuro melhor é debatida, não só no  Brasil como noutras latitudes geográficas da América Latina e da Europa, o que descobrimos é que as percepções e aspirações  juvenis se jogam num campo de tensões sociais entre discriminação e emancipação, individualismo e solidariedade, sobrevivência e direito a uma vida digna. Poderão estes dilemas ser pensados fora dos processos educacionais?”

 

11. MANICA, Loni; CALIMAN, Geraldo. Inclusão das Pessoas com Deficiência na Educação Profissional e no Trabalho. São Paulo: Paco Editorial, 2015

carimboA cerimonia de apresentação e lançamento do livro em coautoria com Loni Manica (Inclusão de Pessoas com Deficiência na Educação Profissional e no Trabalho) aconteceu dia 02 de dezembro, na Comissão de Educação do Senado Federal, que é presidida pelo Senador Romário. Prof. Caliman deu também entrevista para um programa da TV Senado. O Senador Romário é o presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Ele também tem uma filha com síndrome de down. No Brasil, as possibilidades e os limites da inclusão de alunos com deficiência (PcD) em classes regulares é um tema que divide opiniões. De um lado, há os que defendem que é possível incluir, todos os estudantes em salas regulares, não importando o tipo de deficiência. De outro, existem aqueles que defendem que, em alguns casos, é melhor para a PcD estudar em uma classe ou escola especial. A reflexão proposta pautará sobre resultados de uma pesquisa inédita de doutorado em educação que trata sobre o tema.
Tal pesquisa foi realizada em nível nacional (Brasil) e focou em dois grandes temas: o primeiro relacionado ao perfil docente e, o segundo relacionado aos limites e possibilidades da inclusão. Os resultados do primeiro tema já estão divulgados no livro A Educação Profissional para Pessoas com deficiência: um novo jeito de ser docente, já os resultados do segundo tema abordado na pesquisa, serão apresentados, de forma inédita, neste livro.
Os próprios alunos com deficiência revelam que nem sempre se sentem incluídos em turmas regulares. Então será que a única saída para a inclusão será que as escolas regulares abram espaço para todo e qualquer tipo de pessoa com deficiência, ela desejando ou não estar nesta escola? Qual será a saída?Turmas especiais dentro dos ambientes escolares pode ser uma solução necessária para incluir?

10. CALIMAN, G.; PIERONI, V. Sociologia e Drogadição. Guarapuava: UAB/Unicentro, 2015. (Baixar em PDF)

SociologiaDroga014Novo livro Sociologia e Drogadição de autoria de G. Caliman e V. Pieroni. Como afirma o sociólogo BAUMAN, na sociedade de hoje as pessoas passam a valer pelo que consomem. E muitos jovens consomem estados de ânimo para enfrentar a sufocante condição na qual são impelidos ao viver nessa sociedade do consumo: como consumidores e como tal como geradores de capital e renda. Nessa sociedade é fácil adquirir a bom preço “estados de ânimo”, nas prateleiras das esquinas…

O livro aborda assuntos como: Quadro teórico que interpreta as dependências; Conceitos de transgressão, de dependência e toxicodependências; O mundo das drogas e as drogas no mundo mostrando uma tipologia e suas modalidades de assunção; Adolescência: um período a risco? O controle social sobre a toxicodependência; Melhor prevenir que remediar… Enfim, 125 páginas bem densas abordando essa questão. Foi publicado para a  Universidade Aberta do Brasil (UAB), dentro de um projeto da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), em que participo com bolsa da CAPES de professor pesquisador.

De modo particular duas áreas conceituais estão sob análise nestas páginas: a questão do mal-estar social dos jovens que se manifesta em expressões às vezes de violência e às vezes de consumo de drogas; e o lugar da educação, entendido aqui como espaço de prevenção seja em ambientes escolares que não-escolares. No centro do objeto de pesquisa não se situa tanto o “problema das drogas”, ou “os jovens como problema”. Entendemos as manifestações de dependência de substâncias como sintomas de um mal-estar que subsiste na sociedade de hoje. Sociedades cujos filhos se drogam colhem os frutos de uma cultura subjacente às relações sociais que nela intercorrem. Se existem problemas, estes seriam encontrados nas estruturas e nas culturas violentas que se reproduzem dentro das relações que se têm desenvolvido na sociedade. Neste sentido as drogas, como também outros sintomas como as violências, são considerados aqui expressões de um mal-estar. E os jovens encontram nas drogas sua maneira de exprimir, de dizer que direitos fundamentais estão sendo negados no itinerário de quem deles precisa para responder aos desafios que a sociedade mesma impõe à infância e à adolescência.

9. “Educação Profissional de Pessoas com Deficiência: um novo Jeito de ser Docente”

23Será lançado no Senado Federal (Sala Nilo Coelho), no dia 8 de dezembro às 9 h. o livro “Formação Profissional de Pessoas com Deficiência”, de autoria de Loni Manica e Geraldo Caliman. Foram cinco anos de pesquisa que compreendeu 18 estados da Federação.  Loni Elisete Manica, Doutora em Educação pela UCB e Mestre em Educação pela UFSM-RS. Especializações nas áreas de: supervisão e administração escolar; orientação educacional; políticas e estratégia; educação especial e equidade de gênero. Docente e coordenadora de Instituições de ensino fundamental, médio e superior. Especialista na CNI e, atualmente, atua na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal. Geraldo Caliman é capixaba, Doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma, com especialidade em Pedagogia Social. Atuou por dez anos como professor naquela Universidade. Atualmente é professor do Doutorado em Educação e coordena a Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília. Especialidades: exclusão social; delinquência juvenil, educação social e pedagogia social. E o livro faz parte da Coleção Juventude, Educação e Sociedade, da Cátedra UNESCO-UCB. Abaixo as publicações da Coleção:

  1. CALIMAN, Geraldo (Org.). Violências e Direitos Humanos : Espaços da Educação, 2013.
  2. SIVERES, Luiz (Org.). A Extensão Universitária como Princípio de Aprendizagem, 2013.
  3. MACHADO, Magali. A Escola e seus Processos de Humanização, 2013.
  4. BRITO, Renato. Gestão e Comunidade Escolar, 2013.
  5. CALIMAN, G.; PIERONI, V. ; FERMINO, A. Pedagogia da Alteridade, 2014.
  6. RIBEIRO, Olzeni; MORAES, Maria Cândida. Criatividade em uma Perspectiva Transdisciplinar, 2014.
  7. CUNHA, Celio; JESUS, Wellington; GUIMARÃES-IOSIF, Ranilce. A Educação em Novas Arenas, 2014.
  8. CALIMAN, Geraldo (Org.). Direitos Humanos na Pedagogia do Amanhã, 2014.
  9. MANICA, Loni; CALIMAN, Geraldo (Org.). Educação Profissional para Pessoas com Deficiência, 2015.

 8. “Direitos Humanos na Pedagogia do Amanhã”

2014-09-28-ARENASQuando um adolescente quebra a vidraça da escola é porque essa vidraça já quebrou há muito tempo dentro dele. A primeira tendência das pessoas que observam certos comportamentos dos jovens é pela punição. Infelizmente as pessoas têm resistência apensar no que leva, influencia, provoca essas reações. Antes de quebrarem os vidros de uma janela provavelmente já se quebraram as oportunidades daquele adolescente crescer em uma família, em um ambiente, em uma cultura apropriadas para o ajudarem no processo de crescimento e de formação para a vida para a qual se prepara. Por isso a insistência em falar em “Direitos” Humanos. Não é que os acadêmicos e intelectuais se esqueçam do valor dos “Deveres”; mas é preciso lembrar para a sociedade que alguém está pisando no calo de muitos jovens e se eles reagem, às vezes até agressivamente, é porque uma razão existe. Então, o que custa refletir sobre o que está dando errado na educação dos adolescentes e jovens, antes mesmo de manda-los para uma prisão?

De que será feita a pedagogia de amanhã? Qual o espaço dado à Cidadania e aos Direitos Humanos nessa pedagogia? O novo livro organizado por Geraldo Caliman, Coordenador da Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da Universidade Católica de Brasília tenta responder a essas perguntas. E para tanto convidou nove estrangeiros e quatro brasileiros, todos especialistas em educação e em direitos humanos.

Num primeiro momento quem responde é Maurice Tardif, um dos maiores especialistas mundiais da educação, da Universidade de Quebec, em sua magnífica contribuição. Ele prevê algumas tendências da Educação nesse século: pode-se pensar que o processo de racionalização da pedagogia continuará, que a ciência se fará cada vez mais presente, que a criança será cada vez mais analisada minuciosamente, que a relação professor-aluno na sala de aula será ainda mais investigada, que as tecnologias buscarão ocupar um lugar maior e que os promotores de inovações pedagógicas de todo tipo tentarão encontrar clientes. O que parece ainda mais crucial é que, no contexto da mundialização, a educação é mais do que nunca percebida como um vetor importante de desenvolvimento econômico e social.

Em um segundo momento do livro, são focalizados os direitos humanos num mundo da sociedade do consumo, dos mercados: como e porque os países promovem e estão preocupados com a educação e a difusão dos direitos humanos.

Uma terceira sessão da presente investigação focaliza os resultados das diversas pesquisas que se desenvolvem em torno de um projeto chamado Percepções de Justiça e Direitos Humanos de Grupos Sociais Específicos, desenvolvido por várias Universidades: na Universidade Católica de Brasília (UCB), na Universidade Autônoma de Querétaro (México) e na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), na Universidade do Minho (Portugal) e na Universidade Fernando Pessoa (Portugal).

Geraldo Caliman, que coordena uma Cátedra UNESCO de Juventude, Educação e Sociedade da UCB, escreve sobre as manifestações dos jovens ocorridas no ano passado. No centro está a explosão das manifestações de junho de 2013, em que os jovens exprimiram sua indignação. Daí o título do artigo Da indignação à participação”. Procura sublinhar a importância da construção de vias de participação da juventude na vida social, econômica e política. O artigo incorpora resultados de uma pesquisa chamada Juventude universitária e direitos humanos e sintetiza as opiniões da juventude universitária quanto à participação na vida social, econômica e política.

Segundo Caliman, a indignação é uma virtude que tende a emergir quando a dignidade humana está ameaçada. É uma tentativa de expressão de um mal-estar vivido por quem se sente excluído de processos que a sociedade promete a todos os cidadãos, mas que acaba garantindo a poucos. Às vezes a exclusão é de indivíduos e então eles reagem com expressões individuais a este mal-estar: entre as expressões, encontramos aquelas de tipo violento, nos limites entre a incivilidade e a delinquência, mas, quando a exclusão é coletiva, gera avalanches de protestos e manifestações, muitas vezes irracionais e desorganizadas: o sujeito e o grupo social agem no desespero, para encontrar vias alternativas de comunicação, visto que as vias normais estão viciadas, interrompidas ou simplesmente bloqueadas.

Novas vias de participação devem ser construídas mediante a consciência e a administração dos riscos e o vislumbrar de motivações, de perspectivas e de sentidos, orientados para a transformação social e a construção de uma sociedade mais justa com a participação dos jovens. Melhor ainda quando tal participação é programada por atacado, por meio de políticas públicas que viabilizem e canalizem o potencial construtivo da juventude.

O livro foi publicado pela Editora Liber Livro. Tem uma capa e diagramação muito bonitas. Agradável de se ler. Ele é escrito sobretudo para estudantes universitários que se preocupam com a temática dos Direitos Humanos, Educação à Cidadania e Responsabilidade Social. Caliman, que é o organizador da obra, se dedica aos estudos da Pedagogia Social e da Educação Social, sobretudo da Educação de jovens que têm problemas com a lei, a delinquência, a formação profissional.  CALIMAN, G. (Org.). Direitos Humanos na Pedagogia do Amanhã. Brasília: Líber/Cátedra UNESCO-UCB, 2014, 250 p.


 7.  PIERONI, V.; FERMINO, A.; CALIMAN, G. Pedagogia da Alteridade: para Viajar a Cosmópolis. Brasília: Liber, 2014, 239 p. (ISBN 978-85-7963-103-0) (DOI: 10.13140/2.1.4311.5201).

Pedagogia da Alteridade

O livro “Pedagogia da Alteridade: para Viajar a Cosmopolis”, de autoria de Vittorio PIERONI, Antonia FERMINO e Geraldo CALIMAN foi apresentado na Sala de Imprensa do Vaticano. A apresentação, sob convite de um grupo ligado à Rádio Vaticana, aconteceu na Sala Marconi do Prédio da Radio Vaticana na tarde de sábado do dia 29 de março. O primeiro, um italiano; a segunda, uma pesquisadora cabo-verdiana radicada na Itália; o terceiro, um italo brasileiro: todos trabalharam juntos no Instituto de Sociologia da Universidade Salesiana de Roma (1988-2003). E agora se debruçam sobre a questão da educação intercultural na perspectiva da Pedagogia Social. A Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural afirma que “…a diversidade cultural é, para o gênero humano, tão necessária como a diversidade biológica para a natureza. Nesse sentido, constitui patrimônio comum da humanidade e deve ser reconhecida e consolidada em beneficio das gerações presentes e futuras.” O respeito à diversidade cultural é um pilar essencial para que a humanidade possa construir uma cultura de paz e garantir um mundo melhor para todos. Este livro se propõe a discutir as relações entre diferentes culturas, sobretudo quando existe a interferência de outros fatores que tornam difícil a convivência entre elas. O livro aborda ainda a questão dos movimentos migratórios, assunto sobre o qual a UNESCO também se debruça, sobretudo no sentido de garantir os direitos das populações que migram, especialmente os direitos humanos fundamentais. Os sistemas educativo-formativos estariam, hoje, em condições de desconstruir mecanismos etnocêntricos para construir um “homem com dimensão transcultural?”  Estariam tais sistemas aptos a formar um homem com capacidade de dialogar com a diversidade, respeitoso dos valores da alteridade? Estamos seguros que a leitura deste  livro contribuirá para trazer luz a questões fundamentais do nosso tempo.

 


 6. CALIMAN, G. (Org.). Violências e Direitos Humanos: Espaços da Educação. Brasília: Liber Livro, 2013, 200 p. [ISBN 978-85-7963-092-7]

Violências e Direitos Humanos: Espaços da Educação

Uma contribuição conjunta de uma dezena de pesquisadores com a coordenação do Prof. Geraldo Caliman, Coordenador da Cátedra UNESCO de Juventude Educação e Sociedade: do Brasil (Candido Gomes, Carlos Angelo de Meneses Sousa, Célio da Cunha, Geraldo Caliman, Leila Bijos, da Universidade Católica de Brasília), da Alemanha (Bernd Fichtner, Maria Benites da Universidade de Siegen) e do México (Maria Teresa Prieto Quezada e José Claudio Carrillo Navarro da Universidade de Guadalajara). Vários dos coautores são doutorandos da UCB (Denise Lima, Diogo Acioli, Ivar Vasconcelos, Loni Manica, Olmira Dassoler): eles apresentam, junto aos seus orientadores, as suas pesquisas relacionadas ao tema, e reforçam a participação dos doutorandos nos projetos da Cátedra e a Cátedra como escola de pesquisa na área de ciências humanas. O livro foi publicado pela UNESCO-Liber Livro. Sob análise em “Violências e Direitos Humanos: Espaços da Educação”se encontram duas áreas conceituais: a questão do mal-estar social dos jovens que se manifesta em expressões de violência; e o lugar da educação entendido aqui como espaços de prevenção seja em ambientes escolares que em não-escolares. No centro do objeto de pesquisa não se situa tanto o “problema” da violência. Entendemos as manifestações de violência como sintomas de um mal estar que subsiste na sociedade. Sociedades violentas colhem os frutos de uma cultura de violência subjacente às relações sociais que nela intercorrem. Se existem problemas, estes seriam encontrados nas estruturas e nas culturas violentas que se reproduzem dentro das relações que se têm desenvolvido na sociedade. Neste sentido as drogas e as violências são considerados aqui expressões de um mal-estar, uma maneira de exprimir, de dizer que direitos fundamentais estão sendo negados no itinerário de quem deles precisa para responder aos desafios que a sociedade mesma impõe à infância e à juventude.


 5. CALIMAN, G. . Paradigmas da exclusão social. Brasilia: Universa, UNESCO, 2008. 368 p. (ISBN 978-85-60485-18-5).

Paradigmas da Exclusão Social

Baixar em PDF do UNESDOC, a Biblioteca On Line da UNESCO clicando no link “POR

O livro Paradigmas da Exclusão Social é um manual de Sociologia do Comportamento. Repassa as diferentes correntes que, ao longo dos últimos 3 séculos interpretaram o comportamento, a delinqüência, a transgressão. Essas correntes são aqui denominadas paradigmas, pois representam verdadeiras escolas sociológicas em seu tempo: o paradigma utilitarista do século 18, por exemplo, acentua a pena e a certeza da pena como estratégias preventivas e critica a impunidade como matriz geradora de violência e delinqüência. O paradigma positivista, por sua vez, considera o delinquente como “criminoso, homem selvagem e ao mesmo tempo doente” (LOMBROSO, 2001), cujos traços de caráter e comportamento demonstram, entre outras características, o uso de tatuagem, sensibilidade menor à dor, grande acuidade visual, o mancinismo, o caráter atávico, a grande insensibilidade moral e afetiva, as paixões (álcool, jogo, libido, vaidade) etc. O paradigma social, através da “Escola de Chicago” afirma que a ocorrência de processos de marginalização são mais frequentes nas áreas geográficas caracterizadas pela desorganização urbana e social (favelas, áreas urbanas degradadas etc). O paradigma interacionista entende a delinqüência como produtos da construção social, que nascem dentro de um processo interativo no qual tomam parte quatro elementos: o sujeito que comete a transgressão, a norma que a sanciona, a reação social e o controle social. E assim por diante são estudados também os paradigmas funcionalista, fatorialista (risco social), e o paradigma da exclusão social.
O livro é voltado para profissionais que atuam na área social, particularmente educadores sociais, psicólogos, assistentes sociais etc.

 


 4. CALIMAN, G. Desvio social e delinquência juvenil: teorias e fundamentos da exclusão social. 1. ed. Brasília: Universa, 2006. v. 1. 344 p. [ISBN 85-86591-84-x]

Desvio Social e Delinquencia Juvenil

Teorias sociológicas interpretativas do Desvio Social ao longo da Historia dos últimos séculos.

 

 

 

 

 

 


3. CALIMAN, G. ; PIERONI, V. Lavoro non solo. Lavoratori tossicodipendenti: modelli sperimentali d’intervento. Milano: Franco Angeli, 2001. 243 p. [Em lingua italiana]

Lavoro non Solo: Lavoratori Tossicodipendenti Modeli Sperimentali d'InterventoPesquisa financiada pelo Ministerio do Trabalho e Previdência Social italiano que serviu para obtenção do pós-doutoramento. O cenário da toxicodependencia está mudando radicalmente: com a expansão do mercado das substâncias psicoativas (ecstasy, cocaína e semelhantes…) mudaram contratualmente as tipologias dos consumidores, as modalidades de consumo (caracterizado pelo poli-consumo) e os danos que o policonsumo provoca a nível psicofisico. O principal “culpado” é individuado na fragmentada personalidade dos consumidores, sedentos de qualquer substancia em condições de produzir estados de ânimo, misturas explosivas que representam um “impulso” para o vazio existencial sem projetualidade e para culturas alérgicas à vida quotidiana e à vida real. O fenômeno permanece submerso e dificilmente captado pelos dados estatísticos oficiais; o consumo de drogas convive pacificamente com os “normais” estilos de vida de faixas de idade e categorias sociais as mais variadas. O que não parece mudar, no entanto, é o sistema preventivo para a toxicodependência. O processo de recuperação é ainda enfrentado com tradicionais programas terapêuticos longos, os quais, se por um lado conservam sua eficácia nos conteúdos e nos valores, por outro lado requerem renovação urgente nos métodos e nas estratégias de intervenção. O volume pretende dar respostas à necessidade de intervenções alternativas aos programas tradicionais. Emergem de uma pesquisa-ação desenvolvida em 18 Comunidades Terapêuticas da Federação Italiana de Comunidades Terapêuticas, em colaboração com o Instituto de Sociologia da Universidade Pontificia Salesiana de Roma.

2. CALIMAN, G. Desafios riscos desvios. Brasília: Universa, 1998. v. 1. 300 p. [ISBN  85-86591-05-x]

Desafios Riscos Desvios

O prof. Roberto da Silva, expoente da Pedagogia Social no Brasil, professor livre docente da USP, organizador do livro “Pedagogia Social” (São Paulo: Expressão e Arte, 2009) afirma que:

“a produção acadêmica brasileira mais específica sobre o tema (da Pedagogia Social) tem inicio com o livro Desafios, Riscos e Desvios (1998), de Geraldo Caliman, pedagogo brasileiro que concluiu mestrado em 1990 e Doutorado em 1995 em Pedagogia Social na Università Pontificia Salesiana, em Roma, e depois coordenou este mesmo curso. 

Conteúdo: A descrição e a interpretação das necessidades Humanas e do desvio comportamental partem aqui da categoria interpretativa do risco social: necessidades permanentemente frustradas tendem a provocar reações irracionais, marginalizastes e delinquenciais. Mas, tal tendência poderia ser modificada se os jovens que sofrem condições de privação de suas necessidades encontrassem a mão amiga das instituições educativas?

 

1. CALIMAN, G. Normalità devianza lavoro. Giovani a Belo Horizonte. 1. ed. Roma: LAS, 1997. v. 1. 470 p.

21-03-14-16012016

Pesquisa tese de Doutoramento e publicada em italiano na Editora da Università Pontificia Salesiana de Roma.

O autor analisa a situação de adolescentes pobres que integram as instituições socioeducativas voltadas à educação profissionalizante no/pelo trabalho. Eles buscam, alem de uma ajuda para a sobrevivência imediata, uma via alternativa de qualificação profissional para se integrarem ao mercado de trabalho. Para melhorar sua formação cultural frequentam a escola pública noturna. Uma outra amostragem é formada por jovens da classe média e alta: eles frequentam as melhores escolas no período diurno e dispõem de todo o tempo possível par a própria formação escolar. Foram entrevistados 1400 adolescentes, entre trabalhadores pobres; e estudantes da classe média.

 


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